terça-feira, 3 de outubro de 2017

'Cultura de Raiz' e 'Música na Matriz' agitaram o domingo


'Cultura de Raiz' abrindo o mês de outubro - Foto: PMT

Uma das melhores edições do “Cultura de Raiz”, com a genuína MPB, e o emocionante “Música na Matriz”, com o Conjunto de Flautas da Grota, formado por jovens de Niterói, animaram o primeiro domingo de outubro em Teresópolis.

A produtora Eliana Resende garante: “foi uma das melhores edições do ‘Cultura de Raiz’ dos últimos tempos; animada, concorrida e com ótimo público”. Eliana se refere a mais uma apresentação de vários músicos de Teresópolis e convidados de cidades vizinhas. O projeto “Cultura de Raiz” é dedicado a mais pura música brasileira e seus muitos ritmos: do sertanejo e do forró ao samba e à música romântica, entre outros.

Mais de uma dezena de artistas-solo e grupos se apresentaram no palco da Casa de Cultura Adolpho Bloch, em Fátima, neste primeiro domingo de outubro, com direito a lanche, patrocinado pelo Supermercado Multi Market. Destaques para Írio, o contrabaixista Nano Lyrio, que acompanhou os músicos do início ao fim, a cantora, violonista e repentista Wanda Pinheiro, e a performance e voz potente de Felipe Rodrigues, acompanhado do parceiro violonista Alexandre (e do contrabaixista onipresente), com seu sertanejo romântico.

Flautas encantadoras - Foto: PMT

Outro projeto de sucesso é o “Música na Matriz”, que há 23 anos (também no primeiro domingo do mês) traz atrações para a Igreja Matriz de Santa Teresa, no Centro, das 16h às 17h, e também tem a chancela da Prefeitura, através da Secretaria de Cultura.

Neste domingo, 1º de outubro, a atração foi o Conjunto de Flautas da Grota (Grota do Surucucu, no bairro de São Francisco, Niterói) e a apresentação da musicista Célia Seabra, diretora do projeto e também do Núcleo Teresopolitano da Escola de Música Villa-Lobos, no Alto (Av. Oliveira Botelho, 210).

O Conjunto de Flautas da Grota, que já tocou na Matriz em 2016, é formado por crianças e jovens da comunidade da Grota do Surucucu. O trabalho com a flauta doce na comunidade teve início em 1995 quando, a pedido de sua mãe, Dona Otávia, o músico e professor de História Antiga e Medieval da UFF (Universidade Federal Fluminense), Márcio Paes Selles, iniciou as aulas com um grupo de quatro meninos.

Como decorrência do trabalho desenvolvido por Márcio, estes meninos, hoje jovens, passaram a estudar violino e formaram a Orquestra de Cordas da Grota, que tem se apresentado em diversas salas de concerto em Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e até no exterior.

A partir de 1998, Lenora Pinto Mendes, professora da UFF assumiu as aulas de flauta e, hoje, trabalha com aproximadamente 50 alunos de diversos níveis. O trabalho com a flauta doce caminhou para a formação do Conjunto de Flautas da Grota, que se apresenta com os alunos mais adiantados. Por ser um instrumento típico dos períodos renascentista e barroco, o Conjunto de Flautas da Grota desenvolve um repertório de músicas destes períodos, além de músicas populares brasileiras.

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